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Templo Universalista e Espiritualista Solar

O Templo Solar surge da irresignação natural que geralmente sofremos no duro caminhar religioso. Pois a religião terrena como já sabemos, cruza o caminho da consciência humana, o que de certo nos trás falhas, fraquezas, traumas e incapacidades. Em alguns, isso se manifesta na revolta e abandono da caminhada, passam a ser críticos e deixam de cumprir compromissos de ordem primária, se transformando em fontes de oposição as idéias que defendiam anteriormente, haja vista a grande decepção religiosa que vivenciaram.

Ao contrário do que possa transparecer gosto da boa crítica, pois ela impõe um raciocínio questionador – O porquê disso ou daquilo? Será que podemos fazer diferente? As coisas são tão rígidas como parecem? Eu tenho a palavra final sobre determinado assunto? Onde começa o direito dos meus irmãos? Qual a limitação entre o que eu penso e o grau de percepção dos meus irmãos? Consciência coletiva é o mesmo que alinhamento consciencional e subjetivo?

Acredito que a resposta para estes questionamentos se perde dentro do grau consciencional de cada um, pois a base de nossa existência vem da desorganização – DO CAOS – fomos matéria desorganizada e com o tempo e força da presença divina que existe hoje em cada um de nós, começamos o processo de organização. Estamos indo de encontro ao ponto fixo de exuberância de onde saímos, estamos voltando a ele (força criadora). Querer ter a última resposta ou última palavra é um ato precipitado e obstáculo a uma necessária integração de consciências.

Deus como inefável tem um projeto para cada um de nós e não adianta a renitência no que se refere a este processo. A liberdade e vontade de ser diferente é a mola, o ponto de partida, para o alcance do que chamamos de evolução. Somos um projeto universal em termos materiais, sendo certo também, que somos um projeto essencial de evolução em termos espirituais.

Vivemos no século XXI, estamos em pleno processo de evolução tecnológica, não há espaço para malquerenças e/ou posicionamentos retrógados e pouco evolutivos. Estamos estagiando neste sistema e dele vamos nos habilitar para ocuparmos outros orbes siderais, esta é a lei e será por bem cumprida, doa em quem doer.

Da desorganização, como dissemos antes, vem a ordem e desta lei não sairemos imunes, enquanto não evoluirmos dentro do programa cósmico estabelecido pela consciência inefável. Religiões nada mais são do que a expressão de nossas inconsciências, não existe boa ou má religião, o que existe são religiosos com grau de consciência capaz de perceber ou não perceber estas verdades. Nossa incapacidade de entender o todo nos transforma em bairristas e não generosos com nós mesmos e tudo isso se manifesta imprecado com o que chamamos de advento religioso.

Na verdade queremos impor ao outro a nossa consciência religiosa, e isso trás sofrimento e pulverização dos graus consciêncionais que deveriam marchar juntos em busca do todo.

Tudo isso não impede de termos que aceitar e esperar os menos conscientes, o processo já está instalado e nele não há mais retorno, ou melhor, o mais capacitado terá que através do amor e desprendimento pessoal, sustentar o menos consciente para que a isonomia eterna impere. O “não semeie pérolas aos porcos” tem outro sentido, pois no atual processo, o despertar não será efetivado com a transmissão direta de conhecimento, mas através da forma e exemplo dos mais conscientes face aos menos conscientes. Parece difícil, mas o processo já se iniciou e as pessoas tendem a se revolver e procurar os que são mais experimentados nas questões de cunho essencialmente espiritual. Nessa interação surgem as decepções, pois a escravidão mental e material, ainda encharca os sítios espirituais terrenos, o que faz com que o processo corra devagar, mas que nunca pare.

Tudo isso explica de certa forma a existência do Templo Solar, o qual busca ativar estas verdades em todos que a ele acorrem, pois nada de novo esta sendo resgatado, estamos apenas fomentando o que já existe e que foi perdido no caminhar dos tempos. Não estamos inovando, apenas resgatando o que é de nossa essência. Mais do que pregar, buscamos a experiência pessoal de cada um, fazemos a grande síntese através de várias experiências pessoais e coletivas. Tudo isso, através da Umbanda, a qual se constitui em um meio científico e espiritual de nossas vivências.

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